Vou escrever
Vou escrever,
O quê? não sei!
Nem quero saber,
E, menos quero saber se alguém vai ler.
O quê? não sei!
Nem quero saber,
E, menos quero saber se alguém vai ler.
Faço-o porque me apetece,
Para mim é o bastante,Mesmo sem nada para dizer,
Apetece-me escrever.
Para mim é o bastante,Mesmo sem nada para dizer,
Apetece-me escrever.

Aqui perto, estou longe,
E estando longe estou perto,
Nada faz sentido,
Ou tudo faz sentido.
E estando longe estou perto,
Nada faz sentido,
Ou tudo faz sentido.
Por vezes sinto-me sentido, ofendido,
Outras sento-me, contente
Falo para não estar calado,
Escrevo para nada dizer.
Outras sento-me, contente
Falo para não estar calado,
Escrevo para nada dizer.
No silêncio digo tudo,
Tudo vivo no silêncio,
Ao amor me dou,
Do mesmo não tenho correspondência,
E que me importa? Nada.....
Nada é muita cosa,
Cosa é cosa alguma alguma.
Noite serena, mente aberta,
Letras soltas, palavras sem nexo,
Frases incompletas,
De Henri Miller a Alberto Moravia,
A mente saltita de País em País,
De pensamento em pensamento,
Vaguei-o sem sair de casa,
Afortunado, nada tenho,
Mas sou livre, no escrever,
No fazer até no pensar.
Tudo vivo no silêncio,
Ao amor me dou,
Do mesmo não tenho correspondência,
E que me importa? Nada.....
Nada é muita cosa,
Cosa é cosa alguma alguma.
Noite serena, mente aberta,
Letras soltas, palavras sem nexo,
Frases incompletas,
De Henri Miller a Alberto Moravia,
A mente saltita de País em País,
De pensamento em pensamento,
Vaguei-o sem sair de casa,
Afortunado, nada tenho,
Mas sou livre, no escrever,
No fazer até no pensar.
Pedro Guerra, Cidade da Praia, 23/07/2015
Tranquilo, e em paz
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