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Saudade

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Saudade Tenho saudade de quem partiu, Saudade de quem me viu partir, Saudade do sorriso de quem amo e deixei distante, Que vivem dentro de mim em cada instante, Dos momentos fugazes, até dos azedumes, Do cheiro das pessoas e dos seus costumes. Saudade de lhes sorrir, Com este ar cada vez mais envelhecido, Mas com o mesmo encanto de criança, Saudade de os ouvir, mesmo sem nada dizerem, Estar na presença, enche meu ser. Mas saudade, minha companheira, Fazes-me um mal que me anima, Porque sem te sentir, Não me lembrava de quem me ama. Meu coração, é de todos, Assim como tu saudade, Minhas palavras são para quem amo, Com alma, coragem e verdade. O sonho comanda a vida, A saudade o coração, A coragem a direcção, o AMOR dá dimensão. Saudade, palavra pesada, Compaixão, acrescenta dimensão, Guardo-os todos no meu coração, Todos sabem a quem me dirijo, E da minha razão, A todos amo de coração dando-vos a minha mão. Pedro José Guerra, Cidade da Praia, 18 de Dezembro de 2013

Silêncio

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Silêncio Em silêncio se escuta o coração, Ouvem-se as palavras do amor, Filtradas pela experiência de vida, Para amenizar a dor. Pensa-se, julga-se, concluísse, E o silêncio, que é a voz do amor? Existe alguma maior verdade !!! Deixem-se cair no vazio, e ouçam do voz do coração com fervor. Toda a gente sabe tudo, e toda a gente nada sabe, O egocentrismo não cabe no umbigo de cada um, Assim como as suas verdades absolutas, Que não são mais que máscaras para as suas fragilidades, Para a ignorância, prepotência, vaidade e ignorância. Tudo é descartável, Desde que vá contra nossas vontades e anseios, Ó mentes malditas, carregadas de narcisismo, Fazem da vida um teatro, cheia de cinismo. Escutem o silêncio, Deixem falar o coração, É uma bênção de todos, Vão ver que os aproxima da razão. Pedro José Guerra, Cidade da Praia, 22 de Novembro de 2013

Que dizer

Que dizer, Olho pela janela 17H 43M 29 graus, Baía de Luanda de fundo, Sinto-me cansado, bastante cansado, Sinto saudade, falta de afecto, E, aqui estou onde nunca sonhei estar, De frente para o Mar. Faz-se silêncio, Sabe-me bem, Sobeja trabalhar, casa ou correr, Vou correr, Porque para o resto é preciso saber, E eu não quero saber, Só quero correr. Ainda não entendi a direcção, Mas vou andando, enquanto a saúde deixar, E o nómada se fixar. Engraçado, por vezes sinto falta de algumas coisas, Outras sinto falta de coisas algumas, Não escrevo porque não tenho saber, Ou ao saber, não quero escrever.