Noite

Sábado a noite,
Sozinho em casa,
Com sempre, e por opção,
Estou em e na minha companhia,
O que não deixa de ser uma alegria.

O sol esconde-se,
E a noite chega,
Entro na minha bolha,
Envolvo-me do que me enche a alma,
Tudo la fora fica distante,
E eu, a cada instante, sinto uma paz tranquilizante,
Porque não estou lá fora,
Mas sim no meu mundo a cada instante.

Não preciso de dinheiro,
Nem jantares, e muito menos amantes fugazes,
Só preciso de encher a alma e o ego,
Por em consciência saber, que neste caminho eu vou lá ter,
Mesmo sem nunca lá chegar, porque lá fora esta tudo a acabar.
A festa começa, e nem dou conta,
Termina e nem conta dou,
Ando por aqui, de volta da minha paz e silêncio de mil palavras,
Onde palavras de ordem são omissas, e eu aqui estou...
Sereno, tranquilo, porque aqui sei que estou protegido,
E distante de tudo aquilo que abomino.....
Enfim seguindo o meu caminho.
Oiço as portas do prédio abrirem e fecharem,
O caminhar das pessoas,
Não sei quem são,
Nem para onde vão,
Mas que me interessa?
A algum lado iram,
A procura de algo que não pão,
Têm razão, e eu não? talvez sim talvez não!!!!!!
Eu fico, porque aqui posso ir a todos os lugares,
Onde mais ninguém pode,
Envolvo-me de pensamentos e alimentando meu ser,
Porque no fundo o que eu gosto é conhecimento e saber.

Comentários

Anónimo disse…
Lá fora é tudo uma grande ilusão…sem dúvida…no nosso mundo tudo é perfeito, somos intocáveis, invioláveis, donos do nosso destino…não precisamos dos outros, cultivamos e amamos o estar só…e não, não precisamos de amantes fogazes que deixam na boca o doce amargo do nojo, da nossa própria vergonha…Nada pior do que nos vermos na nossa própria vergonha…Mas… e o carinho, o amor…onde ficam? Será que poderemos viver eternamente sós sem um toque um carinho de alguém que verdadeiramente gostamos??? Será que esta sociedade fútil de prazeres efémeros não deixou margem para o verdadeiro sentimento?
Pedro Guerra disse…
Eu acredito no verdadeiro sentimento, e no amor, e que a minha metade andará algures por aí :-). Como dizia a mitologia grega, o ser bola, que é a junção de duas metades, complementares uma da outra, o verdadeiro amor.
Se tiver a sorte de um dia me cruzar com a minha metade, formaremos o ser bola, senão, continuarei como sempre honesto comigo e com os outros, só, mas cheio de muita coisa.
Obrigado pelo seu comentário tão simpático.
Anónimo disse…
É bom ouvir alguém que ainda acredita...boa sorte!

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