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A mostrar mensagens de fevereiro, 2012

Crepúsculo

Quando o sol hoje se esconder, Estarei mais triste, magoado e cansado, Amanhã o sol nasce de novo e, com isso um novo dia, Retirei ensinamentos para seguir a travessia. Travessia tumultuosa e intempestiva, Sem ela nada crescemos, Agradeço o mal que me têm feito, P´ra cada vez meu caminho ser mais direito. O universo em harmonia vivia, Até aparecer o tal ser sapiente, Que com todos os seus defeitos, Têm dado cabo de tudo o que é ambiente. Em vez de não pecarem, Agarram-se as religiões, Têm medo do escuro e desconhecido, Tentam obter mil perdões.

Números e letras

Empurrado para os números, Por não gostar de letras, Cresci com os números, Aprendi a amar as letras. Números, ciência exacta, Somar, diminuir, dividir e multiplicar, Letras, palavras avulso, Que bem juntas, fazem encantar. Qual o encanto no certo? No previsível? Adoro as letras, A junção das mesmas, que nos leva a parte incerta. Números, são números, E, em regra exprimem realidades absolutas, Quem os aprecia, Só sabe viver em Harmonia. Letras, letras não, Quando bem juntas, Levam-nos a outra dimensão, A fugir a tabela padrão. Tinha tanto para dizer sobre os números, Mas como amo as letras, não formo mais palavras, Os números não as merecem, Tamanha a dimensão da sua desgraça.

Energia

Energia Não me faltem ao respeito, Nem me tirem o amor, sol e mar, Porque sem estas quatro coisas, Quase nada tenho para dar. Quando juntas, Movo montanhas, E pinto com a minha paleta, As cores mais bonitas do planeta. Sensibilidade de mãos dadas, Porque não me largas um dia!!!!! Seria mais feliz sem ti, E perdia esta agonia. Sensibilidade, que me empurras a escrever, E a borbulhar as emoções, Vai e vem bem longe, Deixa-me descansar de emoções. Se me fazes falta? Não sei, Que me inquietas? Eu sei, Fazes parte de mim, Não tenho como fugir, Alegras-me e intristeces-me, Melancolia e euforia, Sensibilidade louca, Sempre a sair-me da boca. Pedro José Guerra.

Angústia

Que dor esta que se apodera de mim, Vinda do sofrimento dos outros, Compaixão, Ajuda ao menos os outros, já que a mim não. Quanto mais vivo, menos entendo, Ou será que quanto mais vivo, Mais questiono? Acho que quanto mais entendo, menos vivo, E quanto menos vivo, mais me emociono. Procuro fazer tudo certo, Mas devo fazer tudo errado, Porque é tudo é dor, E o amar demasiado. Portas se abrem, Por vezes em demasia, Poderei um dia ter sorte, E largar-me a melancolia? Tenho o que todos pensam tudo, E o que eu julgo nada, Porque tudo o que tenho, Para mim representa nada. Poderei um dia ser feliz? Quem sabe!!!!!!! Talvez tenha de voltar a nascer, Para viver outra realidade. Pedro José Guerra

Escrever

Não sei o que me empurra a escrever, Nem tão pouco me importa, São palavras soltas, A bater a porta. Será loucura? Não sei, elas saem, sem rimar ou rigor, Mas o impulso de as escrever, Livra-me de qualquer pudor. Se tens destinatário?, que interessa!!!! Escrevo porque a alma me empurra, Palavras sem nexo, Sem sequer me preocupar com o verso. E partilho, Porque na minha modéstia, De nada valem, Despedidas de pretensiosismo, Mas de algum ilusiunismo. Pedro Guerra

Praia

De manhã fui a a praia, O mar estava chão, Achei lindo, aquela imensidão. Que me levou a terras distantes, Caminhos dos navegantes, Sôfregos pelo novo mundo, E eu ali estava mudo. A pensar em nada, Que é muita coisa, O frio cortava a cara, As gaivotas em terra, Pouca terra, pouca terra.... Não sejais tristes, Olhem o sorriso de uma criança, O que ele contém, Não chega para alguém? Palavras loucas, Que saem-me das mãos, Ou da alma? Cabeça vazia, de manhã foste a praia andaste sem destino, A procura da Maria Faia .