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Pergunto

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Pergunto Respondo, não questiono, Penso, sinto e sonho. Onde esta a vida? Por quem ela é sentida, No sentir, Aí está o que há de vir. Não sei se sou feliz, Mas sei que sinto, Nem encontro as respostas, Nem tão pouco as perguntas, Mas tenho amor a tudo o que me rodeia, E compaixão por quem compadece, Será preciso mais? ninguém agradece. Sei que sinto, Sentimentos nobres, Pensamentos serenos, tranquilos e amenos, Podes me fazer falta, Mas estou habituado a viver a menos. Pouco me interessa, Tudo o que possam pensar, Só sei que sinto, Alegria por amar.

Muito, Pouco

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Estou além, Ali á quem fico petreficado, Neste ser sem pecado, Quem mora ao lado? Não sei, Entendi por bem, Viver aquém, Por não gostar, Do modos vivendis, Dos seres errantes, Ditos cabeças pensantes, O alma minha, Como és desigual, Por onde andares, Seres sempre igual. Muito, pouco, Mora dentro de mim, Uma moça chamada serenidade, Que me acabou de vez, Com a maldita ansiedade. Não sei se pratico o bem, Mas o mal não com toda a certeza, Nesta cabeça pensante, E neste ser errante, Ela toma conta de mim, Longe lá do alto, Com a minha contribuição é certo, Mas assim vivo de bem neste deserto. Ai ai, o que aí anda..... Que tantos aflige, Olhem bem para dentro, Que nem a todos atinge. O espírito não alimenta, Mas tráz serenidade, paz e harmonia, Sigam o caminho certo, E as suas directrizes, E seram mais vezes felizes. E por aqui fico, Neste minha bolha, Os escritos saem hoje de carreira, Só não sei, se de boa maneira. Pedro José Guerra ...

Janela

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Janela Ia caminhando por já ser tarde, Olhei para a janela, Lá estava ela,   Á minha espera.  Para me ver andar, caminhar, E com seu olhar por mim cuidar, Gostei de a ver, Gostava de a poder ver anos a fio, Ali naquela janela, A minha espera. Com aqueles olhos de amor, Como uma flôr da Primavera, Porque não existe ninguém como ela. Gerações nos separam, O amor nos une, Distantes por vezes, pelas agruras da vida, Despidos de efetos, Mas ela lá estava, Como sempre, desde que eu era criança, Um dia que parta, aquela janela, ficará para sempre na minha lembrança. Á minha mãe. Pedro José Guerra

Nada

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Pensei em algo escrever, Mas têm dias que a alma se cala, As mãos ficam inertes, E assim não existe fala. Posso só dizer, Que paz sossegada e... Desconcertante, Pareço um mutante. Sinto-me bem, Porque não sinto, Será das práticas, Ou do iluminismo? Qualquer coisa é, Porque letras soltas escrevo, Sem grande esforço fazer, Logo nada á a dizer. Pedro José Guerra

Ignorância

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Ignorância Quem me dera ser ignorante, Um ser errante, Não pensante, Tudo era simples, Resumia-se a pouco, Mas dava em louco. Aglutinador de pensamento, Que nem a dormir descansas, Onde arranjas tu tanto que pensar!!! Era bem melhor ser cabeça no ar. Trabalho simples, Vida pequena, Mundo reduzido, Mas pouco evoluido. Trabalho complexo, Vida grande, Muito Mundo, Cabeça viajante. Quem me dera nada questionar, E tudo aceitar, Era tudo mais simples, Até no amar. Assim, descobertas mil.... Cabeça cansada, Porque é usada....!!!! Não sei se bem se mal, mas não faz mal. Quanto maior o barco Maior as tormentas, Já assim diziam os descobridores, A caminho das índias e Pimentas. Barco pequeno, Viagem curta, Ignorância não questiona, Nem nunca os abandona.

Cansado

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Cansado doí-me a cabeça, papeis e papeleira, Tudo à cabeceira. Queria deitar tudo fora, Mas deixava de ser quem sou, Cansado vivo, Por isso aqui estou. Bolha que me guardas, Porque não me alivias o cansaço? Porque é uma fase da vida, E ao menos um abraço..... Olhos inertes, Cabeça vaga, Grande recipiente, P´ra tudo aguentar na mente. Não entendo, Não quero, Não me apetece, Tudo desvanece, Mente cansada, Não quero ser, Nem ver, Desaperecer, um dia a mais que o outro, O sonho onde fica? Dando-te aos outros, glorifica? Espera cruel, Pelo que vai ou não vêm, Medita e relaxa, Porque se meus olhos não vêm, nem acreditam, Ninguém do e ao teu lado a fé depositam. Pedro José Guerra

Uma história

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História vou contar... andando e uma linda nuvem vi no ar, E, perguntei-lhe, que caminho vais levar? Não sei, o que o destino me quizer dar, E porque levas pressa, para onde vais? Não sei, mas logo outra virá no meu lugar. E que fazes ai do alto ? que vista maravilhosa deves ter.... Faço sombra e chuva, e admiro o que de belo o mundo têm para me mostrar..... E quando te transformas em chuva e desapareces? Aceito, é esse o meu papel, e com a chuva trago á natureza equilibrio e bem estar, Mas desapareces? Sim, mas logo outra surge no meu lugar, e o meu caminho vai trilhar, Mas não ficas triste? Não, porque tenho o poder de aceitar o papel que o mundo me quiz dar. Vou ter saudades tuas, linda nuvem, que meu dia alegraste, Não tenhas, porque vou feliz por fazer o que um Deus quiz, E quando te transformas em água!,esse bem tão importante para a natureza! Cumpro a minha tarefa e esfumo-me com a satisfação do dever cumprido. Mas deixas de ter existência? Enganaste, d...

Semana

Uma semana passou, Outra se segue, E eu anseio, O que ninguém percebe. Procuro a cola, Mãos distraídas, A vida partida, De cacos sempre a ser construida. Obrigado a cada mágoa, Agradeço á superficialidade, Sem vôces não construia nada, A vôces agradeço meu ser. Não limito o infinito Não regulo o divino E o que vivo não entendes Por teu pouco ou nenhum tino. Deixa que ele te penetre te conceda ser actor no poema eterno e de hora de felicidade e dor sê espectador de ti próprio ou dele por ti velado e tambem por ti expresso nome só de inanimado.

Luz

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Luz

Luz O sol brilha na rua, Entra pelas janelas, Faz as flores florir, E eu olhar para elas. Por vezes é melhor ver, Do que ler, Porque o ver, Estimula todos os sentidos cognitivos, E leva-nos para longe dos inimigos. Estão identificados? Alguns, está sol.... O ar entra pela janela, E por todos, hoje orei na capela. Uma tarde de Domingo soalheira, Aproveitem o sol e a melanina, Acabei de chegar a casa á torreira, Vim para casa pensar na minha menina. E os livros onde ficam? Sobre a mesa.... Até o sol ir embora, E volto a pegar neles lá pela aurora.

Noite

Sábado a noite, Sozinho em casa, Com sempre, e por opção, Estou em e na minha companhia, O que não deixa de ser uma alegria. O sol esconde-se, E a noite chega, Entro na minha bolha, Envolvo-me do que me enche a alma, Tudo la fora fica distante, E eu, a cada instante, sinto uma paz tranquilizante, Porque não estou lá fora, Mas sim no meu mundo a cada instante. Não preciso de dinheiro, Nem jantares, e muito menos amantes fugazes, Só preciso de encher a alma e o ego, Por em consciência saber, que neste caminho eu vou lá ter, Mesmo sem nunca lá chegar, porque lá fora esta tudo a acabar. A festa começa, e nem dou conta, Termina e nem conta dou, Ando por aqui, de volta da minha paz e silêncio de mil palavras, Onde palavras de ordem são omissas, e eu aqui estou... Sereno, tranquilo, porque aqui sei que estou protegido, E distante de tudo aquilo que abomino..... Enfim seguindo o meu caminho. Oiço as portas do prédio abrirem e fecharem, O caminhar das pessoas, Não s...

Crepúsculo

Quando o sol hoje se esconder, Estarei mais triste, magoado e cansado, Amanhã o sol nasce de novo e, com isso um novo dia, Retirei ensinamentos para seguir a travessia. Travessia tumultuosa e intempestiva, Sem ela nada crescemos, Agradeço o mal que me têm feito, P´ra cada vez meu caminho ser mais direito. O universo em harmonia vivia, Até aparecer o tal ser sapiente, Que com todos os seus defeitos, Têm dado cabo de tudo o que é ambiente. Em vez de não pecarem, Agarram-se as religiões, Têm medo do escuro e desconhecido, Tentam obter mil perdões.

Números e letras

Empurrado para os números, Por não gostar de letras, Cresci com os números, Aprendi a amar as letras. Números, ciência exacta, Somar, diminuir, dividir e multiplicar, Letras, palavras avulso, Que bem juntas, fazem encantar. Qual o encanto no certo? No previsível? Adoro as letras, A junção das mesmas, que nos leva a parte incerta. Números, são números, E, em regra exprimem realidades absolutas, Quem os aprecia, Só sabe viver em Harmonia. Letras, letras não, Quando bem juntas, Levam-nos a outra dimensão, A fugir a tabela padrão. Tinha tanto para dizer sobre os números, Mas como amo as letras, não formo mais palavras, Os números não as merecem, Tamanha a dimensão da sua desgraça.

Energia

Energia Não me faltem ao respeito, Nem me tirem o amor, sol e mar, Porque sem estas quatro coisas, Quase nada tenho para dar. Quando juntas, Movo montanhas, E pinto com a minha paleta, As cores mais bonitas do planeta. Sensibilidade de mãos dadas, Porque não me largas um dia!!!!! Seria mais feliz sem ti, E perdia esta agonia. Sensibilidade, que me empurras a escrever, E a borbulhar as emoções, Vai e vem bem longe, Deixa-me descansar de emoções. Se me fazes falta? Não sei, Que me inquietas? Eu sei, Fazes parte de mim, Não tenho como fugir, Alegras-me e intristeces-me, Melancolia e euforia, Sensibilidade louca, Sempre a sair-me da boca. Pedro José Guerra.

Angústia

Que dor esta que se apodera de mim, Vinda do sofrimento dos outros, Compaixão, Ajuda ao menos os outros, já que a mim não. Quanto mais vivo, menos entendo, Ou será que quanto mais vivo, Mais questiono? Acho que quanto mais entendo, menos vivo, E quanto menos vivo, mais me emociono. Procuro fazer tudo certo, Mas devo fazer tudo errado, Porque é tudo é dor, E o amar demasiado. Portas se abrem, Por vezes em demasia, Poderei um dia ter sorte, E largar-me a melancolia? Tenho o que todos pensam tudo, E o que eu julgo nada, Porque tudo o que tenho, Para mim representa nada. Poderei um dia ser feliz? Quem sabe!!!!!!! Talvez tenha de voltar a nascer, Para viver outra realidade. Pedro José Guerra

Escrever

Não sei o que me empurra a escrever, Nem tão pouco me importa, São palavras soltas, A bater a porta. Será loucura? Não sei, elas saem, sem rimar ou rigor, Mas o impulso de as escrever, Livra-me de qualquer pudor. Se tens destinatário?, que interessa!!!! Escrevo porque a alma me empurra, Palavras sem nexo, Sem sequer me preocupar com o verso. E partilho, Porque na minha modéstia, De nada valem, Despedidas de pretensiosismo, Mas de algum ilusiunismo. Pedro Guerra

Praia

De manhã fui a a praia, O mar estava chão, Achei lindo, aquela imensidão. Que me levou a terras distantes, Caminhos dos navegantes, Sôfregos pelo novo mundo, E eu ali estava mudo. A pensar em nada, Que é muita coisa, O frio cortava a cara, As gaivotas em terra, Pouca terra, pouca terra.... Não sejais tristes, Olhem o sorriso de uma criança, O que ele contém, Não chega para alguém? Palavras loucas, Que saem-me das mãos, Ou da alma? Cabeça vazia, de manhã foste a praia andaste sem destino, A procura da Maria Faia .

Despercebido

Gostava de ser Invisível, Não para espreitar, Mas para viver e amar, Sem ninguém reparar. Seria Feliz, quando partir, Que meu funeral leve uma pessoa só, E que estampado no seu rosto, Um sorriso de alegria pela minha partida. Nada quero ter, Tudo quero ser, Amar e viver, O desapego no meu ser. Gostava de ser invisível, E que ninguém desse conta, Era sinal de nobreza, Neste mundo de pobreza.

Meu mundo

Cada dia em que acordo, E não tenho vontade de ir trabalhar, É porque não estou bem, Esta na hora de mudar. Cheguei onde nunca objectivei, E depressa desisti, O sonho de muita gente, A mim punha-me doente. Recomeçar custa, Mas custa muito mais, conformar-me, Enquanto tiver forças, Irei sempre libertar-me. Integridad e paz interior, Honestidade comigo e para com os outros, Têm sido o meu caminho, Posso nunca ser feliz, Mas nunca aceitei o que Deus quiz.

Desbarato

Gostava de entender, o que é ser, Para talvez eu entender, Que o silêncio, Deveria ser obrigatório. Para quem fala sem entender, Ou é burro ou não têm saber. Mentes pequeninas, Que se julgam grandes, Falta-lhes mundo, Autênticos seres errantes. Ignorância de mão dada, Ao estrato social, então o mais pretensioso, o alto, Por vezes só a estalada.

Menina

Ventos, Chuvas e temporais, Mas só uma brisa chamada menina, Entra nos meus quintais. Ventos de todas as latitudes, Assolam o meu ser, A todos sou indiferente, Menos à brisa menina, Aconchego do meu ser. Não sei se por seres menina, Ou por o destino, ou acaso assim querer, Só te posso dizer, Que fazes parte do meu ser. Menina, Mulher, Assustada como os ventos, Ao meu lado encontras abrigo, Para todos os teus tormentos. Menina, Mulher, Encanta-te pelo meu ser, Liberdade o meu nome, Encantado por a conhecer.

Liberdade

Á quem a defina como sermos donos de nós próprios, Tamanha falsidade, é sermos livres dos estigmas, dogmas e preconceitos de nós próprios. Quem não chegar a esse estado de alma, não percebe a liberdade, nem onde começa a sua, nem onde termina a dos outros. Ser livre, não só expressar o que lhe vai na alma, é ter alma, e dar-lhe asas para voar, não na migração, mas sim em todos os sentidos, é cair no vazio e vadiar.