Dêmencia
Quero escrever,
Não a luz,a caneta não escreve,
Insisto, em relatar, outra caneta fui apanhar,
Para alguma coisa entender.
A demência em que me encontro,
Não sei se estou a dormir,
Ou acordado,
Ou se ando por algum lado.
Quero me mexer, não sou capaz,
Como se tetraplégico estivesse,
Faço força para sair deste estado,
Desisto, não vou a nenhum lado.
Uma vassoura de grossas cerdas,
Constantemente oiço a varrer,
Se isto é estar vivo!!!!!
Que diferença faz morrer.
O cerebro arranhado,
Nunca tal este estado,
P'ra quê esta privação?
Apontem os canhões
Disperem em qualquer direcção.
Há quem diga que são provas,
Para, se superadas,
Nos fortalecer,
P´ra quê? Se assim não sei viver.
Continuo sem entender,
Se estou acordado ou a dormir,
Certas as alucinações,
P´ra quê estas privações?
Estou a partilhar emoções,
P´ra que um dia as consiga decifrar,
Terei de passar por elas,
P´ra mais forte ficar?
Assim reza a sabedoria popular,
A qual eu desconfio,
Que mal fiz eu a Deus....
P´ra estar por um fio?
Esta a ajudar-me a interpretar a loucura,
Que lê-mos e ouvimos falar,
Se isto é ser louco,
Não quero cá estar.
Doí-me tudo e aceito,
Porque esta é a minha forma de estar,
Será que por estas palavras,
Os outros sabem do que estou a falar?
Dizem que as dificuldades,
Nos tornam mais fortes,
Depois de superadas,
Não acredito, nessas palavras tão proclamadas.
Tenho frio,
Vou parar de escrever,
A luz ainda não veio,
Continuo nem entender.
Pedro José Guerra
20 de Fevereiro de 2011
Não a luz,a caneta não escreve,
Insisto, em relatar, outra caneta fui apanhar,
Para alguma coisa entender.
A demência em que me encontro,
Não sei se estou a dormir,
Ou acordado,
Ou se ando por algum lado.
Quero me mexer, não sou capaz,
Como se tetraplégico estivesse,
Faço força para sair deste estado,
Desisto, não vou a nenhum lado.
Uma vassoura de grossas cerdas,
Constantemente oiço a varrer,
Se isto é estar vivo!!!!!
Que diferença faz morrer.
O cerebro arranhado,
Nunca tal este estado,
P'ra quê esta privação?
Apontem os canhões
Disperem em qualquer direcção.
Há quem diga que são provas,
Para, se superadas,
Nos fortalecer,
P´ra quê? Se assim não sei viver.
Continuo sem entender,
Se estou acordado ou a dormir,
Certas as alucinações,
P´ra quê estas privações?
Estou a partilhar emoções,
P´ra que um dia as consiga decifrar,
Terei de passar por elas,
P´ra mais forte ficar?
Assim reza a sabedoria popular,
A qual eu desconfio,
Que mal fiz eu a Deus....
P´ra estar por um fio?
Esta a ajudar-me a interpretar a loucura,
Que lê-mos e ouvimos falar,
Se isto é ser louco,
Não quero cá estar.
Doí-me tudo e aceito,
Porque esta é a minha forma de estar,
Será que por estas palavras,
Os outros sabem do que estou a falar?
Dizem que as dificuldades,
Nos tornam mais fortes,
Depois de superadas,
Não acredito, nessas palavras tão proclamadas.
Tenho frio,
Vou parar de escrever,
A luz ainda não veio,
Continuo nem entender.
Pedro José Guerra
20 de Fevereiro de 2011
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