Dêmencia
Quero escrever, Não a luz,a caneta não escreve, Insisto, em relatar, outra caneta fui apanhar, Para alguma coisa entender. A demência em que me encontro, Não sei se estou a dormir, Ou acordado, Ou se ando por algum lado. Quero me mexer, não sou capaz, Como se tetraplégico estivesse, Faço força para sair deste estado, Desisto, não vou a nenhum lado. Uma vassoura de grossas cerdas, Constantemente oiço a varrer, Se isto é estar vivo!!!!! Que diferença faz morrer. O cerebro arranhado, Nunca tal este estado, P'ra quê esta privação? Apontem os canhões Disperem em qualquer direcção. Há quem diga que são provas, Para, se superadas, Nos fortalecer, P´ra quê? Se assim não sei viver. Continuo sem entender, Se estou acordado ou a dormir, Certas as alucinações, P´ra quê estas privações? Estou a partilhar emoções, P´ra que um dia as consiga decifrar, Terei de passar por elas, P´ra mais forte ficar? Assim reza a sabedoria popular, A qual eu desconfio, Que mal fiz eu a Deus.... P´ra estar por um f...