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Dêmencia

Quero escrever, Não a luz,a caneta não escreve, Insisto, em relatar, outra caneta fui apanhar, Para alguma coisa entender. A demência em que me encontro, Não sei se estou a dormir, Ou acordado, Ou se ando por algum lado. Quero me mexer, não sou capaz, Como se tetraplégico estivesse, Faço força para sair deste estado, Desisto, não vou a nenhum lado. Uma vassoura de grossas cerdas, Constantemente oiço a varrer, Se isto é estar vivo!!!!! Que diferença faz morrer. O cerebro arranhado, Nunca tal este estado, P'ra quê esta privação? Apontem os canhões Disperem em qualquer direcção. Há quem diga que são provas, Para, se superadas, Nos fortalecer, P´ra quê? Se assim não sei viver. Continuo sem entender, Se estou acordado ou a dormir, Certas as alucinações, P´ra quê estas privações? Estou a partilhar emoções, P´ra que um dia as consiga decifrar, Terei de passar por elas, P´ra mais forte ficar? Assim reza a sabedoria popular, A qual eu desconfio, Que mal fiz eu a Deus.... P´ra estar por um f...
Escrever Apetece-me dizer, Mas não escrever, Gritar ao Mundo, Para ele se ver. Caminho Levas, Angustias trazes, De invejas feitas, So maleitas. Tristeza pura, Caminho errado, Mundo cão, Coração apertado. Amor fala mais alto, Dá-me coragem, Cobre-me com um manto, Estou morto de espanto. Se a sensiblidade, E o amor de mãos dadas, Não chegarem.... Peguem em mim, e levem-me para outras paragens.
Encontros Partiste sem dar conta, Chegaste sem te chamar, Foi uma brisa que te trouxe, Ou uma onda do mar? Uma consequência da natureza, Que te torna por vezes fria, Uma presença forte, Cheia de energia. Sempre estiveste omnipresente, Mesmo navegando por outros mares A ti meu doce O meu Obrigado a quem te trouxe.