Agonia

Agonia em que me encontro,
Com a incerteza de mão dada,
Faz imergir a sensibilidade,
E o apelo a escrever sobre nada.

Minha mulher, a agonia,
Consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é ao coração,
Ter este lar que nada existe.

Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho,
Falo alto sem que seja ouvido,
Nascem-me os versos no caminho.

Agonia maldita,
Que me aperta a alma e tolhe meu pensamento
Foge para longe de mim
Assim como as nuvens pelo vento.

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