Descobrir, Inventar (reflexões de uma vida)

Faz muito que não escrevo,
Por isso me lembrei,
Umas pequenas palavras,
Dizer aqui D`el Rei.

Se é no presente que escrevo do passado,
Porque não falar do que de momento me tocou,
Interrompendo o lembrar?

Nada do que sabemos ou ou vemos e nenhuma de nossas ignorâncias existe senão porque somos o que somos. Sensações nos constroem o mundo e não certeza alguma de que alguma coisa exista no real: Tudo pode ser construção e sonho nosso.

Uso a filologia para me defender, dela se conclui que não invento coisa alguma no sentido vulgar da palavra, simplesmente vou ao encontro de uma realidade que me tinha esquecido de lembrar, e isto pelos acidentes de uma vida na terra; revestir-se de carne é uma beleza, mas às vezes atrapalha seu bocado.
A curioso ponto cheguei: afinal os sentidos comuns de inventar ou descobrir são abusivos: só por meu esforço, sorte ou providência lhe vou ao encontro e inventario. O desvelo ou revelo, lhe tiro o grosso véu ou o fino véu, que só a míopes, cobria o que se classifica de verdadeiro, a distinguir cuidadosamente de verdade.

Pedro José Guerra

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