A sociedade - Caminho
" a desagregação da sociedade, dos costumes, do indivíduo comtemporâneo da época do consumo em massa, a emergência de um modo de socialização e de individualização inédito, em rutura com o instituído desde os séculos XVII e XVIII".
" O ideal moderno de subordinação do individual às regras racionais colectivas foi pulverizado(...); já nenhuma ideologia política é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já não tem ídolos nem tabus, já não possui qualquer imagem gloriosa de si própria ou projecto histórico mobilizador; doravante é o vazio que nos governa, um vazio sem trágico nem apocalipse.
Vislumbro um oculto alcance, um oculto valor, no fenómeno mais marcante da modernidade - a saber: o nilismo. Assim, o nilismo refere o processo de " extremação da cisão", de "assumpção do nada", processo através do qual através do qual ser-me-á dado regressar, em última instância, a outras etapas da minha vida, ao próprio princípio do pensar, à propria origem do ser, ao seu mais originário sentido.
O que será essa " perfeita vida"?... Para começar ela será, decerto, a antítese da "vida vazia", aquela que não encontra, de forma alguma, ou só de forma insuficiente, a resposta à questão "para que viver?" . A partir daqui, não há, obviamente, uma única resposta, uma resposta unívoca, uma resposta universal. É cada um de nós, na sua irredutível singularidade, que sabe como pode fazer verdadeiramente da sua vida uma "perfeita vida".
Toda a importância que tenho da noção de cultura, no seu pensamento enquanto fundamental instância mediadora no processo de plenificação humana. Iniciando-se este processo na satisfação das necessidades básicas - alimentação, vestuário e alojamento - e daí toda a dimensão sócio - política do meu pensamento, ele só se cumpre verdadeiramente no sobre-sequente plano expiritual, ou seja, ele só na verdade se cumpre na exacta medida em que o homen, cada um de nós se cumpre espiritualmente.
Encontrado-me de novo na "época do vazio" cumpre-me através da minha espiritualidade encontrar as razões, crenças e caminhos.....
Obrigado por aturarem uma mente loucamente dislumbrada pelo pensamento, e que do nada têm tudo e do tudo nada têm..................
Pedro José Guerra
" O ideal moderno de subordinação do individual às regras racionais colectivas foi pulverizado(...); já nenhuma ideologia política é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já não tem ídolos nem tabus, já não possui qualquer imagem gloriosa de si própria ou projecto histórico mobilizador; doravante é o vazio que nos governa, um vazio sem trágico nem apocalipse.
Vislumbro um oculto alcance, um oculto valor, no fenómeno mais marcante da modernidade - a saber: o nilismo. Assim, o nilismo refere o processo de " extremação da cisão", de "assumpção do nada", processo através do qual através do qual ser-me-á dado regressar, em última instância, a outras etapas da minha vida, ao próprio princípio do pensar, à propria origem do ser, ao seu mais originário sentido.
O que será essa " perfeita vida"?... Para começar ela será, decerto, a antítese da "vida vazia", aquela que não encontra, de forma alguma, ou só de forma insuficiente, a resposta à questão "para que viver?" . A partir daqui, não há, obviamente, uma única resposta, uma resposta unívoca, uma resposta universal. É cada um de nós, na sua irredutível singularidade, que sabe como pode fazer verdadeiramente da sua vida uma "perfeita vida".
Toda a importância que tenho da noção de cultura, no seu pensamento enquanto fundamental instância mediadora no processo de plenificação humana. Iniciando-se este processo na satisfação das necessidades básicas - alimentação, vestuário e alojamento - e daí toda a dimensão sócio - política do meu pensamento, ele só se cumpre verdadeiramente no sobre-sequente plano expiritual, ou seja, ele só na verdade se cumpre na exacta medida em que o homen, cada um de nós se cumpre espiritualmente.
Encontrado-me de novo na "época do vazio" cumpre-me através da minha espiritualidade encontrar as razões, crenças e caminhos.....
Obrigado por aturarem uma mente loucamente dislumbrada pelo pensamento, e que do nada têm tudo e do tudo nada têm..................
Pedro José Guerra
Comentários
F Pessoa é realmente um poeta fantástico " O amor quando se revela, não se sabe revelar. sabe bem olhar p'ra ela, mas não lhe sabe falar." ...
Do outro lado da vila
provalmente foi o que sucedeu.
não pretendi tocar num aspecto concreto, apenas me pareceu já ter vivido estados de alma semelhantes e foi o que me levou a comentar.
Acredito que na vida no amor tem que se ter audacia para avançar e não ficarmos presos num casulo.
Se assim o entender não volto a tecer qualquer comentario.
Do outro lado da vila