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A mostrar mensagens de março, 2008

Idade da Razão

A distância entre dois pontos, Quase sempre não é uma linha recta e, Inteligência nada têm haver com sabedoria, As flores que hoje floriram nos vasos da minha varanda, têm com certeza, algum ponto em comum com o frágil e deficitário sistema bancário Português. A inteligência é intrínseca a cada ser humano, A sabedoria aprende-se na escola da vida, e o decifrar dos enigmas e questões encontram-se com reflexão com base nos pressupostos acima referidos e com abertura de espírito. A idade da razão poderá chegar mais cedo, se existir práticas ao serviço da mesma, encontro-me a meio do funil, nem à parte estreita ainda cheguei, mas a certeza tenho, Nesta busca incessante no viver de uma forma desmesuradamente emotiva e introspectiva, me levará um dia ao estado de alma que eu chamo de paz, tranquilidade e serenidade. É ingrato, a quem se esforça, a idade da Razão chegar tarde. Porque tarde, muitas vezes é voltar a fazer tudo de novo, ou de forma diferente (casamento da inteligênci...

Minha mensagem de Pascôa

Conheço muita gente, católica, agnóstica e de outras religiões, estas palavras dirigem-se a quem as quizer ler na qualidade de cidadão. Ao viver na minha bolha, a minha actividade profissional, leva-me a constatar uma série de pressupostos que deveriam fazer parte da homilia do Domingo da Pascôa. Representa uma afronta à Pascôa de Jesus haver pessoas(...) que não têm casa para morar, nem pão para matar a fome, nem trabalho onde exercer uma actividade benéfica. Pessoas que vivem na ausência de amor, afecto, enquanto nós na chamada globalização vivemos cheios de tudo, e no fundo com nada, pobres de espírito e de alma. Para os que pensam que os males são de agora, a degradação moral do vício, da mentira, do egoísmo, da corrupção, da intriga, da inveja, alastra como mancha negra sobre as consciências de quem as têm. Os efeitos preversos da avalanche de droga, a insegurança dos cidadãos, a criminalidade, levam-me a só sair da minha bolha, porque sou obrigado, até porque ao ter consciência ...

Amor

Hoje chegaste de onde nunca partiste, Lá longe, olhas por mim, Eu sei, meu anjo, Nunca te esqueci. Carta tua, trinta anos depois, recebi Onde criança adulta demonstras, A candura e pureza d´ alma, Dos seres abençoados por Deus. Partiste, Por teu lugar ser junto de Deus, Mesmo no escuro Existe uma Luz de encantar, Para eu, te poder ver... Meu amor pequenino, E meu caminho ilumiar. Sem te ter, nunca te perdi, Não estejas triste, Onde quer que estejas, Existirei sempre para te amar, E um dia, todos juntos de novo, Iremos estar. Pedro José Coelho Guerra Para ti com amor do mano

Sonho

Existe uma relação entre o sonho, por um lado, e , por outro, os níveis subtis e grosseiros do corpo. Mas existe um «estado especial do sonho». Nesse estado, «o corpo especial do sonho» é criado através do espírito e da energia vital do interior do corpo. Este corpo especial do sonho é capaz de se dissociar completamente do corpo físico grosseiro e viajar para outro lugar. Uma forma de desenvolver este corpo especial do sonho é, em primeiro lugar, reconhecer o sonho como sonho quando ele ocorre. Depois, descobri que o sonho é domável e esforço-me para o controlar e apreciar, a beleza rara de uma pedra que para mim é preciosa. Para ti Pedro José Guerra

Platónico

Boca, Labios, Pele, Toque, Sabor e Paladar, Tudo tens para me dar. Para mim foste feita, sem a vida te querer ofertar, por mais voltas que dês, Ao meu coração vens parar. Existêm momentos únicos, onde só os afoitos chegam, Por eles vale a pena lutar, Sentir, chegar e amar. E quem nunca os sentiu, Não viveu, escondeu-se, Por medo de sentir, amar e partilhar, Ferir ou até amar. Para ti Pedro José Guerra

Certo

Parti do errado, E cheguei ao certo, Mesmo sabendo que o certo, é errado. A vida, É a antítese da morte, Para morrer basta estar vivo, E para viver é preciso morrer. Dentro destas analogias, Onde encontro a razão, Cai-o no vazio, Mas enche-se o coração. De pequenos nadas, Onde tudo se encontra, A vida é feita, Pelos que amam Choram, riem Sofrem, e encatam Mas uma certeza eu tenho, Mais vale viver vivendo, Do que morrer sem nunca ter vivido. Para ti Pedro José Guerra

A sociedade - Caminho

" a desagregação da sociedade, dos costumes, do indivíduo comtemporâneo da época do consumo em massa, a emergência de um modo de socialização e de individualização inédito, em rutura com o instituído desde os séculos XVII e XVIII". " O ideal moderno de subordinação do individual às regras racionais colectivas foi pulverizado(...); já nenhuma ideologia política é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já não tem ídolos nem tabus, já não possui qualquer imagem gloriosa de si própria ou projecto histórico mobilizador; doravante é o vazio que nos governa, um vazio sem trágico nem apocalipse. Vislumbro um oculto alcance, um oculto valor, no fenómeno mais marcante da modernidade - a saber: o nilismo. Assim, o nilismo refere o processo de " extremação da cisão", de "assumpção do nada", processo através do qual através do qual ser-me-á dado regressar, em última instância, a outras etapas da minha vida, ao próprio princípio do pensar, à propri...

Amor ou Morte

És formosa Como a rosa De manhã, Graciosa, Caprichosa Mui louçã. Repito tu és mui linda Fascinante Estonteante Como outra não vi ainda. Nutro por ti paixão viva Só a ti no mundo adoro Porém choro Pois vejo que és mais esquiva E oh! sim mas muito mais Que a sensitiva! E por isso solto ais Lancinantes Penetrantes. Mas tu oh! má não ouves Ou finges não atender. Com eles não te comoves E sem dó vês-me sofrer. Pois saiba minha flor Se o meu amor não quizer Minha alma viver não quer... Eu morrerrei. Oh! horror Então de tal desventura A culpada Serás tu oh! minha amada Donzela tão linda e pura! Serás entre criminoso Indigno de compaixão Farás um crime horrorosso Esfacelarás um coração! E não será tão cruel O mais cruel assasino De instinto mais tigrino Como tu pomba sem fel!

Onde irei?

Aonde irei neste sem-fim perdido, Neste mar oco de certezas mortas? - Fingidas afinal todas as portas Que no dique julguei ter construído... A horas flébeis, outonais- Por magoados fins de dia- A minha Alma é água fria Será que um dia êm fim.....