Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2008

Azul

Hoje o céu esta mais azul, e sinto-te, Olho á volta, e sinto-te, É uma espécie de aconchego, Que nem a distância apaga. O amor é algo mais que físico, É o bem estar, sem estar, É o querer, tendo, É o aconchego, sem colo, É amar, amando. Uma papoila do campo, Assim és tu meu amor É linda sem grandes cuidados, A mulher que eu amo, com tanto fulgor.

Como o meu amor surgiu por ti

Ao cair do dia surgiste, Ao luar te senti, Estavas linda e eu num pranto, Quando te amei e te vi. Vieste de longe, Estando perto, Será que entendes! Que este é amor está certo! No dia andamos, De noite passeamos, Pela lua nos encatamos E por fim nos beijamos. A distância entre duas linhas é ténue, Assim como aquilo que nos separa, Ter medo e pensar , É fugir, a amar sem nunca viver. Não me importo com as rimas. Raras vezes Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra. Penso e escrevo como as flores têm cor Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me Porque me falta a simplicidade divina De ser todo só o meu exterior. Pedro José Guerra

Dia de São Valentim (quadras soltas)

Ai quem me dera no tempo Em que amar era um bem! Ai, o amor do meu pai, Os beijos da minha mãe! O amor já não me quer, Já me esquece e me desama. Tão pouco tempo a mulher Leva a provar que não ama! A vida é pouco aos bocados. O amor é vida a sonhar. Olho para ambos os lados E ninguém me vem falar.

Liberdade

Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não o fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. O sol doira Sem literatura. O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como tem tempo não têm pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está insistinta A distinção entre o nada e coisa nenhuma. Quanto é melhor, quando há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca. O mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca... Fernando Pessoa

Minha Mulher

Minha mulher, a solidão, Consegue que eu não seja triste. Que bom é ao coração Ter este bem que não existe! Recolho a não ouvir ninguém, Não sofro o insulto de um carinho E falo alto sem que haja alguém: Nascem-me os versos do caminho. Senhor, se há bem que o céu conceda Submisso à opressão do Fado, Dá-me eu ser só -- veste de seda--, E fala só--leque animado. Fernando Pessoa

Nada

Nada, do nada tudo se têm, E quem têm, De repente, Fica com nada. Impermanência, Conceito da vida, Principio e fim! CAMINHO.