Silêncio
Silêncio
Existem momentos inócuos de paz desconcertante,
Tudo gira, mexe corre numa ensurdecedora calma,
Sinto o respirar, o coração como se nada mais existisse
A mente vadia perde-se no nada cheia de tanta coisa.
A música serpenteia a minha alma,
Adoçando e acariciando as ínfimas partes do meu ser,
Esta melancolia envolta de tudo e de nada faz-me companhia,
De tal forma que a solidão é a melhor amante.
No escuro, sem cheiro, gosto ou companhia, sinto
Tudo e todos num deslizar pela minha pele
Aquecendo o meu ser e possuindo-me de bem-estar
Um nirvana que deveria passar nunca,
Perdendo-me, e encontrando um estado de alma sublime,
Tocado e abençoado por tudo e de nada,
Vazio e cheio de tanta sensibilidade e bem-estar.
Existem, espaços, momentos, eloquências cheias de misticismo
E uma invulgar tranquilidade,
Na qual a mente cai no vácuo e me enche de tanta coisa,
Aconchegando uma mente louca.
Nada existe, nada sinto, pensamentos ou recordações não emergem,
Mas a sensação do nada faz de mim tudo.
Como se fosse possível viver estando morto,
Sentir o copo cheio, mesmo estando vazio
Estar desprovido de tudo e ser rico
Estar longe, mesmo fisicamente presente
Ter tudo e nada ter, e estar bem.
A vida é um estado de alma que aprendi a vestir
Despida de tudo, e apaixonado por nada, mas reconfortante,
Vista de cima viajando por um mundo diferente dos demais,
Numa imensidão carregada de egoísmo, amor, afecto e sensibilidade.
Sinto e gosto, estando fora bem dentro,
Vontade de chorar estando feliz
Duas lágrimas correm no meu rosto
Como se de uma carícia se trata-se
Da penumbra se faz luz, do nada tudo se têm.
Dos veredictos da vida aclamo este estado
Agradecendo a tudo e todos pelo caminho percorrido
Que me faz sentir a paz, a felicidade a partir de nada sentir e ter,
Mas existir, amar, contemplar e vadiar………
Alcobaça, 12 de Maio de 2007
Existem momentos inócuos de paz desconcertante,
Tudo gira, mexe corre numa ensurdecedora calma,
Sinto o respirar, o coração como se nada mais existisse
A mente vadia perde-se no nada cheia de tanta coisa.
A música serpenteia a minha alma,
Adoçando e acariciando as ínfimas partes do meu ser,
Esta melancolia envolta de tudo e de nada faz-me companhia,
De tal forma que a solidão é a melhor amante.
No escuro, sem cheiro, gosto ou companhia, sinto
Tudo e todos num deslizar pela minha pele
Aquecendo o meu ser e possuindo-me de bem-estar
Um nirvana que deveria passar nunca,
Perdendo-me, e encontrando um estado de alma sublime,
Tocado e abençoado por tudo e de nada,
Vazio e cheio de tanta sensibilidade e bem-estar.
Existem, espaços, momentos, eloquências cheias de misticismo
E uma invulgar tranquilidade,
Na qual a mente cai no vácuo e me enche de tanta coisa,
Aconchegando uma mente louca.
Nada existe, nada sinto, pensamentos ou recordações não emergem,
Mas a sensação do nada faz de mim tudo.
Como se fosse possível viver estando morto,
Sentir o copo cheio, mesmo estando vazio
Estar desprovido de tudo e ser rico
Estar longe, mesmo fisicamente presente
Ter tudo e nada ter, e estar bem.
A vida é um estado de alma que aprendi a vestir
Despida de tudo, e apaixonado por nada, mas reconfortante,
Vista de cima viajando por um mundo diferente dos demais,
Numa imensidão carregada de egoísmo, amor, afecto e sensibilidade.
Sinto e gosto, estando fora bem dentro,
Vontade de chorar estando feliz
Duas lágrimas correm no meu rosto
Como se de uma carícia se trata-se
Da penumbra se faz luz, do nada tudo se têm.
Dos veredictos da vida aclamo este estado
Agradecendo a tudo e todos pelo caminho percorrido
Que me faz sentir a paz, a felicidade a partir de nada sentir e ter,
Mas existir, amar, contemplar e vadiar………
Alcobaça, 12 de Maio de 2007
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