Salgados
14 De Novembro de 2007-11-14
14h20m Salgados
Novembro o sol teima em partir,
Aquecendo e temperando meu rosto pálido,
Tempo de incertezas, mas com certezas,
Que a solidão, insegurança e tristeza
Têm a sua beleza, e no vazio se encontra paz.
Aqui estou, só, a ouvir a bruma do mar,
Que serpenteia minha alma,
Desencadeando um processo cognitivo,
E a beleza do espírito á espreita a apreciar.
A vida é cheia de tanta coisa e de nada
Espantoso como do nada se encontra tanta coisa
E como de tanta coisa se têm nada.
Caio no vazio
Sinto-me só, mas acompanhado,
Rico mas pobre
Na solidão e tristeza encontra-se a paz,
E por contrariedades ditas, bem-estar.
Estou aqui só na companhia do mar e do sol,
E sem nada fazer, apodera-se de mim uma nostalgia,
Que me impura por caminhos pouco navegados,
O sentido das coisas, da vida.
Qual o caminho, qual o sentido,
A verdade e a mentira
Está dentro de cada um de nós
E não passamos de meros peões em hora de ponta.
O sentido, qual o sentido? O meu!
Construir, criar, escrever, divagar
Afectos, família e solidão
Aprendi a amar a solidão,
Têm sido uma óptima companhia na descoberta do meu ser.
Afastar-me do meu ser,
Cair no vazio, leva-me á essência das coisas,
Através da mente desprendida,
Flúi de uma corrente inócua
A razão das coisas.
A vida vale nada e vale tudo
Vale se for feita de amor
E nada vale se for feita de apego, egoísmo e egocentrismo.
Tudo pára, quando tudo mexe
Neste momento de devaneio intelectual
No qual encontro razões para tudo
E nada descubro, além da razão do meu ser.
A vida é completamente vazia e temporal,
O que faz sentido, amanha deixa de o fazer
Transbordando acções em catadupa
Procurando não renegar o carácter e o ser.
Pedro Jose Guerra
14h20m Salgados
Novembro o sol teima em partir,
Aquecendo e temperando meu rosto pálido,
Tempo de incertezas, mas com certezas,
Que a solidão, insegurança e tristeza
Têm a sua beleza, e no vazio se encontra paz.
Aqui estou, só, a ouvir a bruma do mar,
Que serpenteia minha alma,
Desencadeando um processo cognitivo,
E a beleza do espírito á espreita a apreciar.
A vida é cheia de tanta coisa e de nada
Espantoso como do nada se encontra tanta coisa
E como de tanta coisa se têm nada.
Caio no vazio
Sinto-me só, mas acompanhado,
Rico mas pobre
Na solidão e tristeza encontra-se a paz,
E por contrariedades ditas, bem-estar.
Estou aqui só na companhia do mar e do sol,
E sem nada fazer, apodera-se de mim uma nostalgia,
Que me impura por caminhos pouco navegados,
O sentido das coisas, da vida.
Qual o caminho, qual o sentido,
A verdade e a mentira
Está dentro de cada um de nós
E não passamos de meros peões em hora de ponta.
O sentido, qual o sentido? O meu!
Construir, criar, escrever, divagar
Afectos, família e solidão
Aprendi a amar a solidão,
Têm sido uma óptima companhia na descoberta do meu ser.
Afastar-me do meu ser,
Cair no vazio, leva-me á essência das coisas,
Através da mente desprendida,
Flúi de uma corrente inócua
A razão das coisas.
A vida vale nada e vale tudo
Vale se for feita de amor
E nada vale se for feita de apego, egoísmo e egocentrismo.
Tudo pára, quando tudo mexe
Neste momento de devaneio intelectual
No qual encontro razões para tudo
E nada descubro, além da razão do meu ser.
A vida é completamente vazia e temporal,
O que faz sentido, amanha deixa de o fazer
Transbordando acções em catadupa
Procurando não renegar o carácter e o ser.
Pedro Jose Guerra
Comentários
Parabéns pelo blog
Bibinha :)