passagem de ano

Nazaré 31 de Dezembro de 2006

O sol espelha sobre o mar que unifica os continentes, agita-se como as personagens que percorrem as ruelas como o próprio mar, sem rumo.
Tudo flúi através das formas desconcertantes de um mundo em mutação, a que chamam época de globalização.
Sinto-me tranquilo, sem saber ou entender se é o fim, início ou meio de algum marco.
Os seres têm espelhado no rosto alegria, com todas as vicissitudes de um mundo com um rumo incerto, que pena tudo ser efémero.
Afinal o que importa! Senão viver, certo ou errado! Qual a verdade?
A verdade esta dentro de cada um de nós e é feita de pequenos momentos dentro do imaginário de cada individualidade.
E eu aqui, vendo o mar, com o vento a massajar-me o rosto e agitar-me os cabelos como se de uma mão se tratasse, trazendo-me o conchego e bem-estar a esta mente sensível e afectuosa.
Reflectindo sobre o que ficou para trás e projectando o dia de amanhã, afinal o que conta? Nada, somos meros intérpretes de um filme ao qual chamam vida, e respondemos aos estímulos do exterior, somos energia positiva e negativa que comanda todas as nossas acções.
Sinto-me bem ao ver os outros bem, e olho os que estão menos bem com compaixão, sem ódios, raivas ou mal querer, só posso estar bem.
É certo que o mundo está incerto, passa por cada um torná-lo melhor, mas que mais posso pedir?
Todos os seres da minha colmeia têm contribuído para o meu mel, amo todas as abelhas do meu favo.
Que o ano a que chamam de 2007 continue com todas as pessoas que amo de boa saúde, e que, na incerteza vã das incongruências da vida nos têm unido, traduzindo bem-estar e sentido á vida.



Pedro José Guerra

Comentários

Post mais visto

Dia de São Valentim (quadras soltas)

Esperar

Muito, Pouco