Olhos

Que choram, riem e encantam,
Tristes, doces, velhos e bonitos,
Adoçam a alma,
A quem pouco os olha.

Não pela cor, mas pelo que emanam,
O espelho de uma alma,
Pura, amiga, sofrida e preocupada,
E sem nunca estarem á espera de nada.

Dias, meses, anos passam,
E continuam a olhar,
Para os outros, eu sei,
No pejo de cuidar e nada faltar,
Nunca os esquecerei.

São castanhos normais,
Aos olhos de quem passa,
Mas para quem eles olha,
No intuito de uma alma ver,
São grandes demais para entender

Que sabem sofrer, sorrindo,
Para não preocupar quem ama,
Dizem-se cheios de tudo,
Quando por vezes nada têm,
Além do amor.


Para a melhor mãe do mundo, a minha :-)

19 De Outubro da 20007

Pedro José Guerra

Comentários

Anónimo disse…
no fundo de cada alma, há tesouros escondidos que somente o Amor permite descobrir...




BB

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