Ao meu pai
Alcobaça, 22 de Setembro, de 2007
Aprendi que apesar dos tons cinzentos que me rodeiam, e dos sons da banalidade que me vão cegando, sou dono de um poder enorme que me faz viajar incólume para lugares só meus. Sítios que pinto com a paleta dos meus sonhos.
Ao meu pai
ainda cambaleio
entre noites longas
com madrugadas antecipadas
e dias sem fim
com tardes quentes
noites frias
tanto é o espaço disponível
e tão frágil a existência
por causa dela revivo
e adapto frases ao pensamento
com sílabas entreabertas
credíveis pelo que contam
e por satisfazerem o pranto
com esperança
e surpresa
mas de uma inóspita tristeza
a do desconforto da incerteza
e da vã virtude
por deixar irromper a tormenta
e permitir que seja o acaso
e o infortúnio do mundo
mesmo que distante
mesmo que alheio
aquecer-me a alma
transbordar as emoções
encontrar o rumo
pelas linhas do amor,
ferido, mas profundo
as lágrimas correm
como que a dizerem-me o caminho
difícil que é a vida
e os trilhos a seguir
estou vivo, amputado mas vivo
e ainda sem rumo
mais perto da vida.
Outono
Setembro, dia 18,
o fim do verão chegou com um beijo,
enviado com dor, mas como o senti!!! tanto era o amor,
sai, as folhas caiam, assim como minha alma desabava,
arrefeceu, uma brisa passou e gelou-me o coração
a estação da vida estava a mudar,
um ciclo se fechava
e perdi com amor, uma flor
nem sempre bonita, mas sempre cheirosa
agora tempos invernosos chegaram
AMOR maior fonte de calor
O amor, incondicional, um grande e um pequenino,
que me aquecem de igual modo, assim como todas as flores,
que tem resistido aos Outonos
e Invernos tempestuosos da minha vida,
E que são toda a razão do meu ser,
Tudo é vão, neste mundo cheio de tudo e despido de nada
Mas enquanto existirem flores no meu jardim
não perderei a alegria,
E serei feliz, vivendo rodeado delas, admirando a sua
beleza e o seu cheiro.
Aprendi que apesar dos tons cinzentos que me rodeiam, e dos sons da banalidade que me vão cegando, sou dono de um poder enorme que me faz viajar incólume para lugares só meus. Sítios que pinto com a paleta dos meus sonhos.
Ao meu pai
ainda cambaleio
entre noites longas
com madrugadas antecipadas
e dias sem fim
com tardes quentes
noites frias
tanto é o espaço disponível
e tão frágil a existência
por causa dela revivo
e adapto frases ao pensamento
com sílabas entreabertas
credíveis pelo que contam
e por satisfazerem o pranto
com esperança
e surpresa
mas de uma inóspita tristeza
a do desconforto da incerteza
e da vã virtude
por deixar irromper a tormenta
e permitir que seja o acaso
e o infortúnio do mundo
mesmo que distante
mesmo que alheio
aquecer-me a alma
transbordar as emoções
encontrar o rumo
pelas linhas do amor,
ferido, mas profundo
as lágrimas correm
como que a dizerem-me o caminho
difícil que é a vida
e os trilhos a seguir
estou vivo, amputado mas vivo
e ainda sem rumo
mais perto da vida.
Outono
Setembro, dia 18,
o fim do verão chegou com um beijo,
enviado com dor, mas como o senti!!! tanto era o amor,
sai, as folhas caiam, assim como minha alma desabava,
arrefeceu, uma brisa passou e gelou-me o coração
a estação da vida estava a mudar,
um ciclo se fechava
e perdi com amor, uma flor
nem sempre bonita, mas sempre cheirosa
agora tempos invernosos chegaram
AMOR maior fonte de calor
O amor, incondicional, um grande e um pequenino,
que me aquecem de igual modo, assim como todas as flores,
que tem resistido aos Outonos
e Invernos tempestuosos da minha vida,
E que são toda a razão do meu ser,
Tudo é vão, neste mundo cheio de tudo e despido de nada
Mas enquanto existirem flores no meu jardim
não perderei a alegria,
E serei feliz, vivendo rodeado delas, admirando a sua
beleza e o seu cheiro.
Comentários
bjinhos muitos
BB