Salgados
14 De Novembro de 2007-11-14 14h20m Salgados Novembro o sol teima em partir, Aquecendo e temperando meu rosto pálido, Tempo de incertezas, mas com certezas, Que a solidão, insegurança e tristeza Têm a sua beleza, e no vazio se encontra paz. Aqui estou, só, a ouvir a bruma do mar, Que serpenteia minha alma, Desencadeando um processo cognitivo, E a beleza do espírito á espreita a apreciar. A vida é cheia de tanta coisa e de nada Espantoso como do nada se encontra tanta coisa E como de tanta coisa se têm nada. Caio no vazio Sinto-me só, mas acompanhado, Rico mas pobre Na solidão e tristeza encontra-se a paz, E por contrariedades ditas, bem-estar. Estou aqui só na companhia do mar e do sol, E sem nada fazer, apodera-se de mim uma nostalgia, Que me impura por caminhos pouco navegados, O sentido das coisas, da vida. Qual o caminho, qual o sentido, A verdade e a mentira Está dentro de cada um de nós E não passamos de meros peões em hora de ponta. O sentido, qual o sentido? O meu! Construir, c...