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A mostrar mensagens de 2007

Dezembro de 2008

CAMINHO O Natal passou, A passagem do ano, a chegar, A minha vida sem rumo, E eu com vontade de chorar. Balanço com o balanço do ano, E sinto-me fragil, Lutei por tanta coisa, E nem sei que pensar Mais um ano se passou, De muitas lutas e poucas conquistas, Por vezes sinto-me cansado, De tamanho fardo carregar. Mas no fundo da linha, Meu anjo sorri só existe um caminho a seguir, O da vida, e eu sorrindo, caminho.... Caminho pelo amor, pelos amigos, por quem precisa de mim, despido de narcizismos ou vaidades, Pela verdade e desigualdades, Por mim, por niguém, Por tudo e por todos, A musica entoa sons nos meus ouvidos E serpenteia a alma vã, De quem está, sem estar, de quem vive, Estando morto. E o sonho? o sonho De ser feliz, e partilhar, As coisas simples da vida De realizar, de fazer, e trabalhar? Vamos ver onde vai parar, toda esta loucura, e maneira de sentir e de estar Sensibilidade a pairar, E uma constança a incomodar. Tenho de tentar, Algo para dar, Pessoas a ajudar, Um sorriso...

Salgados

14 De Novembro de 2007-11-14 14h20m Salgados Novembro o sol teima em partir, Aquecendo e temperando meu rosto pálido, Tempo de incertezas, mas com certezas, Que a solidão, insegurança e tristeza Têm a sua beleza, e no vazio se encontra paz. Aqui estou, só, a ouvir a bruma do mar, Que serpenteia minha alma, Desencadeando um processo cognitivo, E a beleza do espírito á espreita a apreciar. A vida é cheia de tanta coisa e de nada Espantoso como do nada se encontra tanta coisa E como de tanta coisa se têm nada. Caio no vazio Sinto-me só, mas acompanhado, Rico mas pobre Na solidão e tristeza encontra-se a paz, E por contrariedades ditas, bem-estar. Estou aqui só na companhia do mar e do sol, E sem nada fazer, apodera-se de mim uma nostalgia, Que me impura por caminhos pouco navegados, O sentido das coisas, da vida. Qual o caminho, qual o sentido, A verdade e a mentira Está dentro de cada um de nós E não passamos de meros peões em hora de ponta. O sentido, qual o sentido? O meu! Construir, c...

Dia dos Namorados

14 DE FEVEREIRO DE 2007 Dia dos namorados, assim proclamado por alguém que com toda a certeza não entende a profundidade da palavra, no, seu entendimento quer dizer comércio. Trilho seguido pela sociedade em geral e as pessoas em particular, que só trouxe bem-estar aparente e é a causa de inexistência de afectos, a palavra “dar” nos dias de hoje, só tem a conexão negativa associada a agredir. Namorar é ter a sensibilidade e o prazer para dar e sentir, pode ser por um livro, flor, animal, imagem e até pessoa, é, muito mais que ofertar, beijar ou amar, é sentir o prazer sublime de dar e receber através das sensações mais puras da delicadeza e profundidade humana. E eu cá estou enamorado, sofrido, sentido com o caminho que o mundo levou, mas sem perder o sorriso de criança, inocente mas toldado pelos vendavais de alguns Invernos rigorosos. Ainda assim, tenho a que amar, a que namorar, sinto, cheiro, tenho paladar, visão e com todos estes sentidos, namoro, de forma diferente é certo, mas d...

Nirvana

21 De Março de 2007 Aqui estou, sem saber como e para que, e a tentar encontrar nas vi ceras da vida o ponto de equilíbrio, o nirvana, sinto-me cansado. Olho em redor, vejo e sinto o que não quero, construo a minha bolha, e dentro dela procuro o equilíbrio nesta mente sensível, pacata e desgraçadamente intranquila, num rumo de processos simples e de pequenos actos e afectos. Tento entender, mas não consigo, tento ter tempo para ler e não o fazer, que melhor ter tempo e nada fazer! Cair no vazio, no inócuo e pura e simplesmente estar atento a sensações, o encanto esta nas sensações e nas reminiscências das coisas da vida. Pareço desenquadrado, como um naufrago á deriva, num mar o qual conheço, mas não quero navegar. O porquê! Da inversão da humanidade, da coerência, da sensatez e ecologicamente correcto, por uma feira de vaidades e necessidades de posse? Tudo é efémero, não passa de um curto espaço de tempo que a morte nos concede. O tempo foge-me como areia por entre meios dedos, como ...

Asas

Asas Asas servem para voar, Sonhar, pensar e amar, Asas te levaram, E não deixei de acreditar. Asas te levaram para longe, Mas dentro de mim ficaste a morar, Continuo a gostar de ti, menina, mulher, E sem ti, por vezes, não consigo me encontrar. Asas trazem e levam, Mas nunca realmente partiste, Desta alma simples e triste, Que não desiste de voar ao teu lado. Fazes-me falta, como as asas Sem ti, não estou a conseguir voar, Ao primeiro revés fugiste, E eu nunca deixei de acreditar. Só gosto de ti, porque não sei, Mas se as asas realmente existem, E o acreditar também, Não desistirei de te amar, e para ti voarei. Um beijinho Pedro José Guerra

Esperar

ESPERAR Esperar, quem não espera Espera de que? De qualquer coisa! Sem acções nada se espera, Da espera surgem acções. Serão boas, ou más! Más nunca são, Porque saber viver, E aceitar o sim e o não. Quem não entender, O resultado das acções, Não entende a vida, Fruto de acções, e não de destino. De pessoa para pessoa, As mesmas divergem, Viver é agir, Agir é aceitar o destino Espera, alma louca, Sabendo que o que esta guardado, Depois de todas as acções emanadas, Ao não bem correr, assim estás a viver. Pedro José Guerra

Inverno

INVERNO A vida tudo traz e tudo leva, Assim como as tormentas da chuva de Inverno, Assim, chegaste e partiste, E deixaste o meu coração triste O sol espreita, Assim como a saudade, Ao teu lado sinto-me só, Ao pensar em ti, sinto-me acompanhado, O sol teima em bater-me no rosto, Aquecendo-me o alma, Esquecendo-me das tormentas, E sorrindo, vou te amando. O dia de amanha, quem sabe, O encanto esta no presente, Nas acções e em não ter medo, De ser inconsequente. Um dia entenderas esta alma, Que é como as estações do ano, De tormentas, a alegrias, Esconde uma alma frágil e de encantos. Pedro José Guerra

passagem de ano

Nazaré 31 de Dezembro de 2006 O sol espelha sobre o mar que unifica os continentes, agita-se como as personagens que percorrem as ruelas como o próprio mar, sem rumo. Tudo flúi através das formas desconcertantes de um mundo em mutação, a que chamam época de globalização. Sinto-me tranquilo, sem saber ou entender se é o fim, início ou meio de algum marco. Os seres têm espelhado no rosto alegria, com todas as vicissitudes de um mundo com um rumo incerto, que pena tudo ser efémero. Afinal o que importa! Senão viver, certo ou errado! Qual a verdade? A verdade esta dentro de cada um de nós e é feita de pequenos momentos dentro do imaginário de cada individualidade. E eu aqui, vendo o mar, com o vento a massajar-me o rosto e agitar-me os cabelos como se de uma mão se tratasse, trazendo-me o conchego e bem-estar a esta mente sensível e afectuosa. Reflectindo sobre o que ficou para trás e projectando o dia de amanhã, afinal o que conta? Nada, somos meros intérpretes de um filme ao qual chamam...

Dianbulações

Chove, o dia está escuro e triste, uns salpicos de chuva caem como que envergonhados, e presenteiam a imensidão de um oceano, meu ser. O qual algumas gotículas nada de novo trazem, a não ser pequenos sons que tocam na profundeza da alma, e emitem sons dos quais o meu ser senciente não decifra na bruma desconfortante da dor. Olho ao espelho, passo ao de leve com a mão para limpar a humidade e nada vejo, o que quase sempre é claro por vezes fica embaciado por partículas de água, sobre as quais não consigo ver a transparência do meu ser. Será do Inverno? Será da chuva? São os Invernos rigorosos e inconclusivos da vida que deixam marcas, que mais que o Sol brilhe não consegue apagar. Tento esquecer, a neblina esconde, mas não apaga, e, a pairar fica sobre a inconsciente inconstância do meu ser, A sombra da ingenuidade feminina paira no meu mundo, e constrange a miscelânea das minhas sensações. Por vezes apetece-me adormecer, esquecer a inquietude da minha alma, que em paz permanece pelas l...

Ao meu pai

Alcobaça, 22 de Setembro, de 2007 Aprendi que apesar dos tons cinzentos que me rodeiam, e dos sons da banalidade que me vão cegando, sou dono de um poder enorme que me faz viajar incólume para lugares só meus. Sítios que pinto com a paleta dos meus sonhos. Ao meu pai ainda cambaleio entre noites longas com madrugadas antecipadas e dias sem fim com tardes quentes noites frias tanto é o espaço disponível e tão frágil a existência por causa dela revivo e adapto frases ao pensamento com sílabas entreabertas credíveis pelo que contam e por satisfazerem o pranto com esperança e surpresa mas de uma inóspita tristeza a do desconforto da incerteza e da vã virtude por deixar irromper a tormenta e permitir que seja o acaso e o infortúnio do mundo mesmo que distante mesmo que alheio aquecer-me a alma transbordar as emoções encontrar o rumo pelas linhas do amor, ferido, mas profundo as lágrimas correm como que a dizerem-me o caminho difícil que é a vida e os trilhos a seguir estou vivo, amputado m...

Silêncio

Silêncio Existem momentos inócuos de paz desconcertante, Tudo gira, mexe corre numa ensurdecedora calma, Sinto o respirar, o coração como se nada mais existisse A mente vadia perde-se no nada cheia de tanta coisa. A música serpenteia a minha alma, Adoçando e acariciando as ínfimas partes do meu ser, Esta melancolia envolta de tudo e de nada faz-me companhia, De tal forma que a solidão é a melhor amante. No escuro, sem cheiro, gosto ou companhia, sinto Tudo e todos num deslizar pela minha pele Aquecendo o meu ser e possuindo-me de bem-estar Um nirvana que deveria passar nunca, Perdendo-me, e encontrando um estado de alma sublime, Tocado e abençoado por tudo e de nada, Vazio e cheio de tanta sensibilidade e bem-estar. Existem, espaços, momentos, eloquências cheias de misticismo E uma invulgar tranquilidade, Na qual a mente cai no vácuo e me enche de tanta coisa, Aconchegando uma mente louca. Nada existe, nada sinto, pensamentos ou recordações não emergem, Mas a sensação do nada faz de mi...

Olhos

Que choram, riem e encantam, Tristes, doces, velhos e bonitos, Adoçam a alma, A quem pouco os olha. Não pela cor, mas pelo que emanam, O espelho de uma alma, Pura, amiga, sofrida e preocupada, E sem nunca estarem á espera de nada. Dias, meses, anos passam, E continuam a olhar, Para os outros, eu sei, No pejo de cuidar e nada faltar, Nunca os esquecerei. São castanhos normais, Aos olhos de quem passa, Mas para quem eles olha, No intuito de uma alma ver, São grandes demais para entender Que sabem sofrer, sorrindo, Para não preocupar quem ama, Dizem-se cheios de tudo, Quando por vezes nada têm, Além do amor. Para a melhor mãe do mundo, a minha :-) 19 De Outubro da 20007 Pedro José Guerra