Estou além,
Ali á quem
fico petreficado,
Neste ser sem pecado,
Quem mora ao lado?
Não sei,
Entendi por bem,
Viver aquém,
Por não gostar,
Do modos vivendis,
Dos seres errantes,
Ditos cabeças pensantes,
O alma minha,
Como és desigual,
Por onde andares,
Seres sempre igual.
Muito, pouco,
Mora dentro de mim,
Uma moça chamada serenidade,
Que me acabou de vez,
Com a maldita ansiedade.
Não sei se pratico o bem,
Mas o mal não com toda a certeza,
Nesta cabeça pensante,
E neste ser errante,
Ela toma conta de mim,
Longe lá do alto,
Com a minha contribuição é certo,
Mas assim vivo de bem neste deserto.
Ai ai, o que aí anda.....
Que tantos aflige,
Olhem bem para dentro,
Que nem a todos atinge.
O espírito não alimenta,
Mas tráz serenidade, paz e harmonia,
Sigam o caminho certo,
E as suas directrizes,
E seram mais vezes felizes.
E por aqui fico,
Neste minha bolha,
Os escritos saem hoje de carreira,
Só não sei, se de boa maneira.
Pedro José Guerra
Alcobaça, 7 de Maio de 2012
QUATROPASSOS
Estes textos deverão servir de reflexão. Nada do que aqui encontrar deve ser aceite como verdade absoluta. Aquele que pronta e humildemente admite que poderá estar errado será aquele que mais ouvintes terá. Mas efectivemente, deverá ser aquele que escuta, que lê, a fazer a última análise, a última reflexão, o que colocará mais perto da verdade, da sua verdade.
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Janela
Janela
Ia caminhando por já ser tarde,
Olhei para a janela,
Lá estava ela,
Ia caminhando por já ser tarde,
Olhei para a janela,
Lá estava ela,
Á minha espera.
Para me ver andar, caminhar,
E com seu olhar por mim cuidar,
Gostei de a ver,
Gostava de a poder ver anos a fio,
Ali naquela janela,
A minha espera.
Com aqueles olhos de amor,
Como uma flôr da Primavera,
Porque não existe ninguém como ela.
Gerações nos separam,
O amor nos une,
Distantes por vezes, pelas agruras da vida,
Despidos de efetos,
Mas ela lá estava,
Como sempre, desde que eu era criança,
Um dia que parta, aquela janela, ficará para sempre na minha lembrança.
Á minha mãe.
Pedro José Guerra
Para me ver andar, caminhar,
E com seu olhar por mim cuidar,
Gostei de a ver,
Gostava de a poder ver anos a fio,
Ali naquela janela,
A minha espera.
Com aqueles olhos de amor,
Como uma flôr da Primavera,
Porque não existe ninguém como ela.
Gerações nos separam,
O amor nos une,
Distantes por vezes, pelas agruras da vida,
Despidos de efetos,
Mas ela lá estava,
Como sempre, desde que eu era criança,
Um dia que parta, aquela janela, ficará para sempre na minha lembrança.
Á minha mãe.
Pedro José Guerra
Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Nada
Pensei em algo escrever,
Mas têm dias que a alma se cala,
As mãos ficam inertes,
E assim não existe fala.
Posso só dizer,
Que paz sossegada e...
Desconcertante,
Pareço um mutante.
Sinto-me bem,
Porque não sinto,
Será das práticas,
Ou do iluminismo?
Qualquer coisa é,
Porque letras soltas escrevo,
Sem grande esforço fazer,
Logo nada á a dizer.
Pedro José Guerra
Mas têm dias que a alma se cala,
As mãos ficam inertes,
E assim não existe fala.
Posso só dizer,
Que paz sossegada e...
Desconcertante,
Pareço um mutante.
Sinto-me bem,Porque não sinto,
Será das práticas,
Ou do iluminismo?
Qualquer coisa é,
Porque letras soltas escrevo,
Sem grande esforço fazer,
Logo nada á a dizer.
Pedro José Guerra
Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Ignorância
Ignorância
Quem me dera ser ignorante,
Um ser errante,
Não pensante,
Tudo era simples,
Resumia-se a pouco,
Mas dava em louco.
Aglutinador de pensamento,
Que nem a dormir descansas,
Onde arranjas tu tanto que pensar!!!
Era bem melhor ser cabeça no ar.
Trabalho simples,
Vida pequena,
Mundo reduzido,
Mas pouco evoluido.
Trabalho complexo,
Vida grande,
Muito Mundo,
Cabeça viajante.
Quem me dera nada questionar,
E tudo aceitar,
Era tudo mais simples,
Até no amar.
Assim, descobertas mil....
Cabeça cansada,
Porque é usada....!!!!
Não sei se bem se mal, mas não faz mal.
Quanto maior o barco
Maior as tormentas,
Já assim diziam os descobridores,
A caminho das índias e Pimentas.
Barco pequeno,
Viagem curta,
Ignorância não questiona,
Nem nunca os abandona.
Quem me dera ser ignorante,
Um ser errante,
Não pensante,
Tudo era simples,
Resumia-se a pouco,
Mas dava em louco.
Aglutinador de pensamento,
Que nem a dormir descansas,
Onde arranjas tu tanto que pensar!!!
Era bem melhor ser cabeça no ar.
Trabalho simples,
Vida pequena,
Mundo reduzido,
Mas pouco evoluido.
Trabalho complexo,
Vida grande,
Muito Mundo,
Cabeça viajante.
Quem me dera nada questionar,
E tudo aceitar,
Era tudo mais simples,
Até no amar.Assim, descobertas mil....
Cabeça cansada,
Porque é usada....!!!!
Não sei se bem se mal, mas não faz mal.
Quanto maior o barco
Maior as tormentas,
Já assim diziam os descobridores,
A caminho das índias e Pimentas.
Barco pequeno,
Viagem curta,
Ignorância não questiona,
Nem nunca os abandona.
Sábado, 31 de Março de 2012
Cansado
Cansado
doí-me a cabeça,
papeis e papeleira,
Tudo à cabeceira.
Queria deitar tudo fora,
Mas deixava de ser quem sou,
Cansado vivo,
Por isso aqui estou.
Bolha que me guardas,
Porque não me alivias o cansaço?
Porque é uma fase da vida,
E ao menos um abraço.....
Olhos inertes,
Cabeça vaga,
Grande recipiente,
P´ra tudo aguentar na mente.

Não entendo,
Não quero,
Não me apetece,
Tudo desvanece,
Mente cansada,
Não quero ser,
Nem ver,
Desaperecer, um dia a mais que o outro,
O sonho onde fica?
Dando-te aos outros, glorifica?
Espera cruel,
Pelo que vai ou não vêm,
Medita e relaxa,
Porque se meus olhos não vêm, nem acreditam,
Ninguém do e ao teu lado a fé depositam.
Pedro José Guerra
papeis e papeleira,
Tudo à cabeceira.
Queria deitar tudo fora,
Mas deixava de ser quem sou,
Cansado vivo,
Por isso aqui estou.
Bolha que me guardas,
Porque não me alivias o cansaço?
Porque é uma fase da vida,
E ao menos um abraço.....
Olhos inertes,
Cabeça vaga,
Grande recipiente,
P´ra tudo aguentar na mente.

Não entendo,
Não quero,
Não me apetece,
Tudo desvanece,
Mente cansada,
Não quero ser,
Nem ver,
Desaperecer, um dia a mais que o outro,
O sonho onde fica?
Dando-te aos outros, glorifica?
Espera cruel,
Pelo que vai ou não vêm,
Medita e relaxa,
Porque se meus olhos não vêm, nem acreditam,
Ninguém do e ao teu lado a fé depositam.
Pedro José Guerra
Quinta-feira, 29 de Março de 2012
Uma história
História vou contar...
andando e uma linda nuvem vi no ar,
E, perguntei-lhe, que caminho vais levar?
Não sei, o que o destino me quizer dar,
E porque levas pressa, para onde vais?
Não sei, mas logo outra virá no meu lugar.
E que fazes ai do alto ? que vista maravilhosa deves ter....
Faço sombra e chuva, e admiro o que de belo o mundo têm para me mostrar.....
E quando te transformas em chuva e desapareces?
Aceito, é esse o meu papel, e com a chuva trago á natureza equilibrio e bem estar,
Mas desapareces?
Sim, mas logo outra surge no meu lugar, e o meu caminho vai trilhar,
Mas não ficas triste?
Não, porque tenho o poder de aceitar o papel que o mundo me quiz dar.
Vou ter saudades tuas, linda nuvem, que meu dia alegraste,
Não tenhas, porque vou feliz por fazer o que um Deus quiz,
E quando te transformas em água!,esse bem tão importante para a natureza!
Cumpro a minha tarefa e esfumo-me com a satisfação do dever cumprido.
Mas deixas de ter existência?
Enganaste, dei vida com a minha água e sombra a quem teve calor,
E de ti o que fica?
Nada, a não ser o saber de ter trilhado o meu caminho, e só isso me enche de amor.
Adeus linda nuvem, espero que sejas feliz!
Faz tal qual eu, cumpre teu papel, e deixa-te ser fluir,
Mas como posso ser feliz? se for como tu....
Basta seres tu, aceitares a tua tarefa que um Deus quiz,
E contribuires como eu para bem o estar e alimentares a raiz.
Esta pequena história é dedicada a minha querida filha Mariana. É na simplicidade, poder de aceitação e no bom desempenho da nossa vida, Que nos faz ser feliz, assim como um qualquer Deus quiz.
Pedro José Coelho Guerra 29 de Março de 2012
E, perguntei-lhe, que caminho vais levar?
Não sei, o que o destino me quizer dar,
E porque levas pressa, para onde vais?
Não sei, mas logo outra virá no meu lugar.
E que fazes ai do alto ? que vista maravilhosa deves ter....
Faço sombra e chuva, e admiro o que de belo o mundo têm para me mostrar.....
E quando te transformas em chuva e desapareces?
Aceito, é esse o meu papel, e com a chuva trago á natureza equilibrio e bem estar,
Mas desapareces?
Sim, mas logo outra surge no meu lugar, e o meu caminho vai trilhar,
Mas não ficas triste?
Não, porque tenho o poder de aceitar o papel que o mundo me quiz dar.
Vou ter saudades tuas, linda nuvem, que meu dia alegraste,
Não tenhas, porque vou feliz por fazer o que um Deus quiz,
E quando te transformas em água!,esse bem tão importante para a natureza!
Cumpro a minha tarefa e esfumo-me com a satisfação do dever cumprido.
Mas deixas de ter existência?
Enganaste, dei vida com a minha água e sombra a quem teve calor,
E de ti o que fica?
Nada, a não ser o saber de ter trilhado o meu caminho, e só isso me enche de amor.
Adeus linda nuvem, espero que sejas feliz!
Faz tal qual eu, cumpre teu papel, e deixa-te ser fluir,
Mas como posso ser feliz? se for como tu....
Basta seres tu, aceitares a tua tarefa que um Deus quiz,
E contribuires como eu para bem o estar e alimentares a raiz.
Esta pequena história é dedicada a minha querida filha Mariana. É na simplicidade, poder de aceitação e no bom desempenho da nossa vida, Que nos faz ser feliz, assim como um qualquer Deus quiz.
Pedro José Coelho Guerra 29 de Março de 2012
Domingo, 11 de Março de 2012
Semana
Uma semana passou,
Outra se segue,
E eu anseio,
O que ninguém percebe.
Procuro a cola,
Mãos distraídas,
A vida partida,
De cacos sempre a ser construida.
Obrigado a cada mágoa,
Agradeço á superficialidade,
Sem vôces não construia nada,
A vôces agradeço meu ser.
Não limito o infinito
Não regulo o divino
E o que vivo não entendes
Por teu pouco ou nenhum tino.
Deixa que ele te penetre te conceda ser actor no poema eterno e de hora de felicidade e dor sê espectador de ti próprio ou dele por ti velado e tambem por ti expresso nome só de inanimado.
Outra se segue,
E eu anseio,
O que ninguém percebe.
Procuro a cola,
Mãos distraídas,
A vida partida,
De cacos sempre a ser construida.
Obrigado a cada mágoa,
Agradeço á superficialidade,
Sem vôces não construia nada,
A vôces agradeço meu ser.
Não limito o infinito
Não regulo o divino
E o que vivo não entendes
Por teu pouco ou nenhum tino.
Deixa que ele te penetre te conceda ser actor no poema eterno e de hora de felicidade e dor sê espectador de ti próprio ou dele por ti velado e tambem por ti expresso nome só de inanimado.
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